Circuito Fechado de Televisão

1. Introdução
O primeiro Circuito Fechado de Televisão, usado até hoje, utiliza um sitema analógico, porém com o desenvolvimento de novas tecnologias de hadware e software tornou possível a diversificação desse sistema, a seguir serão explanados alguns comentários básicos sobre o assunto proposto.

2. Sistema de CFTV Analógico
Chama-se de analógico este sistema porque apesar das câmeras possuírem um processamento digital de imagens e as gravações serem feitas em meio digital, a transmissão é feita por vídeo analógico seguindo o padrão NTSC similar ao utilizado em equipamentos de vídeo doméstico anteriores ao HDMI.

Nota:
NTSC, sigla em inglês de National Television System Committee, sistema padrão de televisão em cores adotado principalmente nos EUA, no Canadá, Japão e na América Latina.

2.1. Equipamentos auxiliares ao CFTV (analógico):
1) Seqüenciadores
Os seqüenciadores são equipamentos utilizados para combinar sinais de diversas câmeras de maneira que a imagem de cada câmera, uma por vez, possa ser apresentada na tela do monitor. Apesar de ainda ser largamente utilizado em instalações antigas, é um equipamento que praticamente não se instala mais devido a sua ultrapassada tecnologia..
2) Quad: O Quad tem quatro entradas analógicas de vídeo. As imagens recebidas nas quatro entradas são bufferizadas, comprimidas e transferidas ao monitor organizadas nos quatro quadrantes. Permite a visualização simultânea de imagens provenientes de quatro câmeras.
3) Dual Quad: Permite a entrada de sinais de até oito câmeras, sendo possível sequenciamento de quatro em quatro.
4) Gravador analógico (Time-Lapse)
O gravador analógico de vídeo, também conhecido por time-lapse, é  um tipo de videocassete profissional que utiliza fitas padrão VHS para gravar vídeo em uma duração estendida (24, 128 e até 960 horas com uma única fita cassete). O aumento do tempo de gravação em relação a um gravador de vídeo VHS é conseguido com a redução da quantidade de quadros por segundo que são gravados. A qualidade da gravação se torna um pouco deteriorada e, apesar disto, o tempo máximo de gravação é baixo, obrigando a constante substituição da fita.
5) Multiplexador: O Multiplexador permite que se observe e grave até dezesseis câmeras simultaneamente (divide a tela em até dezesseis subtelas). Caso se ligue uma câmera colorida no multiplexador preto e branco, a mesma será apresentada, porém em preto e branco. O multiplexador permite ainda que se chame uma câmera em tela cheia no monitor auxiliar enquanto que o gravador (caso esteja sendo utilizado) permanece gravando as dezesseis sem perder nenhuma das sub-telas.Porém, o multiplexador não é um simples divisor de tela, ele digitaliza a imagem e envia o sinal digitalizado para o gravador caso haja um acoplado a ele). Posteriormente, ao assistir a fita que possui as dezesseis câmeras gravadas juntas, o multiplexador se transforma em um demultiplexador, ou seja, é possível escolher uma câmera específica para assisti-la em tela cheia (só a câmera escolhida é vista na tela toda).
5) Sequencial: Permite imagem seqüencial para 4, 8, 10, 12,16 câmeras.
6) Monitor: são fabricados para funcionar 24 horas por dia diferenciando-se dos televisores que são fabricados para um funcionamento de até 6 horas por dia. Podemos encontrar de 5 a 29 polegadas. Quanto aos monitores, existem diversos modelos que funcionam apenas com as imagens do circuito fechado. No entanto, é cada vez mais recomendável fazer uma integração entre o CFTV e o sistema de vídeo da casa (TV a cabo, satélite ou antena), tornando possível aos moradores visualizar a imagem gerada pelo CFTV em qualquer uma das TVs residenciais, em um canal especialmente designado para este fim. Não é aconselhável usar uma televisão caseira, para exibição das imagens e sim monitor de vídeo.
7) Matriz de Vídeo
A matriz de vídeo é um equipamento que comuta diversas entradas de vídeo (câmeras) para diversas saídas de vídeo (monitores), possibilitando, além disto, comutar mesas controladoras de câmeras PTZ para as diversas saídas de vídeo. As matrizes são normalmente utilizadas quando existe uma quantidade menor de monitores de grande dimensão do que câmeras a ser controladas por estes monitores.

3. Sistema de CFTV Digital
Os sistemas de CFTV digitais são simplesmente mais rápidos, flexíveis, expansíveis e fáceis de administrar que qualquer sistema analógico. Podendo ser integrado com instalações existentes de Circuito Fechado de Televisão ainda oferecendo acesso imediato as imagens ao vivo ou mesmo as gravadas, o armazenamento é muito mais simples, oferendo um tempo de autonomia muito maior, a qualidade da imagem digital é incomparavelmente superior além de não sofrer degradações com armazenamento. Os sistemas digitais podem alcançar um objetivo primordial: diminuir os custos de operação resultando em um melhor custo e beneficio. Os benefícios de sistemas digitais são obviamente gritantes quando comparamos com as características equivalentes de sistemas analógicos. Cada vez mais os beneficios do CFTV Digital substituem a tecnologia anteriormente dominante, por todas as suas vantagens, mas principalmente pela possibilidade de conexão em rede, permitindo o acesso local ou remoto, redução de infra-estrutura de instalação, melhores recursos de informática, que permitem um acesso a qualquer momento e gerenciamento de permissões de acessos, gerenciamento de histórico de eventos, entre outras.

O CFTV Didgital consiste em um sistema de câmeras cuja as imagens estarão disponíveis em uma televisão, através de um aparelho chamado DVR (Gravador Digital de Vídeo) ou Stand Alone, as imagens podem ser gravadas ou apenas exibidas, além disso pode ser configurado para disparar alarme, possibilitar acesso remoto na internet (e através de aplicativo no celular), etc. Portanto, o DVR tem papel essencial e pode ser configurado para diversas funções.

Nota:
stand-alone significa  independente, um adjetivo que descreve um dispositivo que não necessita do suporte de outro dispositivo ou sistema, ou seja, um DVR que não precisa de um computador.

Gravador Digital de Vídeo (DVR)
O DVR, aproveitando os recursos da eletrônica digital, reúne em geral as funções de Seqüenciadores (em caso de equipamentos que somente processam uma imagem por vez), Quad, Multiplexadores, Gravadores e às vezes de Matriz de vídeo. O sinal de vídeo é recebido no DVR através de entradas analógicas e a imagem é processada, transferida ao monitor e gravada em discos rígidos (HD).
O sinal de vídeo analógico que vem da câmera é convertido para o formato digital na entrada do DVR. A seguir este sinal digital é comprimido através de um algoritmo de compressão de forma a reduzir o espaço necessário ao armazenamento da imagem e a uma eventual transmissão da em tempo real para uma central de monitoração localizada em outro ponto.
Diversos algoritmos podem ser utilizados, desde os padronizados como o JPEG (Joint Photographic Engineers Group), MPEG-4 (Motion Picture Engineers Group), Wavelet, H.263, H.264, ou mesmo aqueles proprietários, dos fabricantes do DVR. A quantidade de tempo gravada em um DVR, com HD de determinada capacidade, depende de diversos fatores, sendo o algoritmo de compressão um dos principais.

Outros fatores como os relacionados abaixo também são importantes para determinação deste tempo, assim como para determinar a qualidade da imagem gravada e/ou transmitida pelo DVR:
•Quadros por segundo (frames/seg ou fps): Uma imagem para ser perfeitamente reproduzida, deve ter uma quantidade mínima de frames sendo apresentados por segundo. Esta quantidade está relacionada com a capacidade do olho humano de processar alterações de imagem. O sistema PAL adota o padrão de 25 fps e o sistema NTSC adota 30 fps. Ambos os sistemas não permitem que a mudança de quadro seja perceptível. Isto é muito importante quando assistimos a um filme, por exemplo, que com sua longa duração exige uma perfeição da imagem. Para as aplicações de segurança, mesmo considerando a possível utilização como prova judicial, uma quantidade menor de fps pode ser considerado aceitável, pois, dependendo da taxa, pode permitir que todas as ações sejam perfeitamente perceptíveis e que não haja perda na identificação dos atores presentes na imagem. Existem sistemas que apresentam qualidade muito pobre em fps e outros que chegam aos 25 fps ou 30 fps dependendo do sistema utilizado. Quanto maior a quantidade de frames, maior a necessidade de processamento e maior o espaço em disco necessário para a gravação. Na escolha de um DVR deve-se levar em consideração a qualidade mínima aceitável para a aplicação e o preço máximo que se está disposto a pagar.
•Resolução da imagem: A resolução de uma imagem expressa o nível de detalhes que a mesma pode suportar, isto é, alta resolução significa um nível muito satisfatório de detalhes em uma imagem. Quanto melhor a resolução, mais espaço no HD é requerido. Diversas unidades são utilizadas para representar a resolução de uma imagem, como por exemplo: ◦Linhas por mm;
◦Linhas por polegada;
◦Total de linhas de TV ex. 525 linhas;
◦Pixel (quantidade de pontos de imagem) por linha e por coluna (ex.: 640X480), ou mesmo por polegada quadrada;
◦CIF (Common intermediate format).


Outro fator muito importante para definir o espaço consumido no HD é a existência ou não da detecção de movimento, isto é, se a imagem é gravada permanentemente ou se, não havendo movimento, a gravação da imagem é suspensa. Esta função (Video Motion Detection) pode ser realizada por algoritmo no próprio DVR, que “percebe” quando existe algum movimento na imagem que está sendo recebida, ou através da utilização de sensores, que, quando acionados por algum movimento em frente às câmeras associadas, promovem o início de um ciclo de gravação do DVR

Existem três tipos básicos de DVR no mercado:

DVR Stand Alone: São equipamentos desenvolvidos especificamente para a função de DVR, utilizando processadores dedicados (em geral DSP) e softwares próprios, não dependentes de sistemas operacionais como o Windows/Linux. Por este fato em geral são bastante robustos e mais imunes a falhas. Em compensação por não utilizarem os referidos sistemas operacionais, nem a estrutura de PC, os DVR stand alone dependem exclusivamente de seus desenvolvedores para receber os, muitas vezes necessários, upgrades.
PC DVR: O PC DVR é um equipamento montado sob uma plataforma de PC, que utiliza o sistema operacional Windows ou Linux, utilizando-se em geral de placas de captura dedicada e o software de gravação digital também de desenvolvimento próprio. Estes equipamentos em geral não apresentam a forma física de PC, e limitam sua utilização às funções exclusivas de um DVR. Apesar de o software ser desenvolvido sobre um sistema operacional de uso geral, a limitação imposta para o uso o torna também um equipamento robusto, porém não tanto quanto um stand alone.
PC com Placa de Captura: São PC’s de uso geral onde são instaladas placas de captura e de I/O para executar as funções de DVR, em conjunto com um software específico. São em geral os equipamentos mais baratos e também os mais vendidos, em função de seu custo e de sua facilidade de montagem. Estes equipamentos se tornam mais frágeis, como conseqüência, por serem suportados por um hardware que pode executar qualquer função normal de PC, apesar destas funções poderem ser limitadas pelo usuário administrador. Estes equipamentos têm também a facilidade de poder usufruir dos recursos de desenvolvimentos realizados por terceiros sobre a plataforma PC/Windows/Linux.

Alguns Tipos de Gravador Digital de Vídeo:
- Gravador Digital de Vídeo em rede (NVR)
- Gravador Digital de Vídeo (DVR)
- Gravador Digital de Vídeo (HDCVI)
- Gravador Digital de Vídeo Veicular
- Gravador de Vídeo Híbrido, analógico e digital (HVR)

Qual parte do CFTV é Digital

Primeiramente vejamos o diagrama em blocos básicos do CFTV:


A câmera de capturação da imagem converte a luz refletida na cena em sinais elétricos que através dos meios de transmissão (Cabos Coaxiais, Par Trançado, Fibra, RF, etc) são encaminhados um compomente ou equipamento de processamento de vídeo, que pode ser um Quad, seqüencial, mux, placa de captura, DVR, etc.
Após o processamento de vídeo temos um compomente ou equipamento de gravação que normalmente nos sistemas analógicos é uma unidade separada (time-lapse), já nos sistemas digitais quase sempre é parte integrante do processamento(DVR ou Placa Captura).
Por último temos a interface de visualização e controle, ou seja,,, onde teremos a visualização das imagens e controle do sistema (Monitor, Teclado, Mouse, Interface).
Este esquema básico está presente em praticamente todos os sistemas de CFTV, sejam analógicos ou digitais.

Vantagens do sitema digital em comparação com o sistema analógico:


- Monitoramento do local através de qualquer computador da rede, internet ou acesso via celular;
- Gravação simultânea de várias câmeras ao mesmo tempo (12, 32, 64, 128 ou mais câmeras, dependendo do sistema);
- Grande capacidade de armazenamento de dados com gerenciamento automatico do espaço disponível.
- Minimização de fraudes como a"montagem" de uma imagem;
- Reprodução de imagem sem interromper a gravação;
- Agendamento de funções: gravar por movimento, horário pré estabelecido, etc.
- Grande qualidade na gravação de imagens/sons;
- Busca inteligente de evento por data, hora ou câmera específica, área especifica da imagem.
- Relatórios completos de eventos;
- Fácil conversão para outros formatos de imagens, para exportação, visualização, backup ou Impressão;
- Personalização da segurança, com vários níveis de acesso com senha ao sistema.
- Integração a automação, acionamento de porta, fechaduras, lâmpadas ou qualquer outro dispositivo.

Desvantagem:
Custo superior ao analógico.

O que é realmente digital no sistema? A câmera? O meio de Transmissão? O Processamento?

A resposta na realidade é bem ampla, pois a topologia do sistema de CFTV atual pode contar com vários níveis de digitalização, os quais veremos a seguir:

Câmeras Digitais: Na realidade este foi um dos primeiros equipamentos de CFTV, digitalizado, onde o sinal analógico convertido pelo sensor CCD é processado de forma digital, ou seja, é convertido para digital analisado, comparado, amplificado e novamente convertido em um sinal de vídeo composto na forma analógica. A limitação está no sinal de saída, pois por melhor que seja a câmera ela ainda vai estar limitada pela largura de banda do sinal de vídeo.

Meio de Transmissão: Os meios de transmissão na sua maioria não são digitais porém a utilização de conversores de par trançado que aproveitam cabeamento de rede para a transmissão dos sinais de vídeo tem trazido novos limites de distâncias e qualidade aos sistemas de CFTV. Além disso temos uma utilização em maior escala das fibras óticas com amplos ganhos de distâncias e imunidade a interferências e surtos. Na realidade os meios de transmissão básicos mantiveram-se na forma analógica, porém uma nova topologia está disponível e tende a ser amplamente utilizada conforme veremos mais adiante.

Processamento de Vídeo: Os sistemas básicos de CFTV tiveram suas mudanças mais marcantes no processamento de vídeo, mudanças estas que iniciaram pelos multiplexadores, que nos anos 90 foram uma revolução no CFTV iniciando a aplicação dos sistemas digitais. Porém com o tempo as necessidades de gravação e de maiores recursos acabaram impulsionando a criação de Gravadores Digitais de Vídeo (daqui para frente DVRs) e placas de captura. Estes sistemas acabaram incorporando as funções dos multiplexadores, seqüenciais e dos time-lapses, além de muitos outros recursos impossíveis nos sistemas analógicos. As fitas VHS foram substituídas por Hds, a base da informática foi aproveitada pelos seus recursos para trazer novas facilidades, maior capacidade para o CFTV. A gravação realmente útil por detecção de movimento, o back-up em CD ou DVD, a regravação automática do HD, facilidade de operação, maior capacidade e tempo de gravação, maior resolução, além do acesso remoto são apenas algumas das transformações geradas pelo CFTV digital. Além disso outro fator extremamente importante dos sistemas digitais é a utilização de componentes de informática, que baixaram muito os anteriormente quase proibitivos custos de produção em menor escala de equipamentos completos de CFTV.

Gravação: Anteriormente feita em fitas VHS por time-lapses, foi integrada ao processamento de vídeo nos sistemas digitais, utilizando principalmente HDs.

Visualização e Controle: Caracterizada nos sistemas analógicos por grandes monitores preto e branco, e por uma infinidade de botões com funções específicas, e muita dificuldade de operação e de conhecimento completo dos recursos. Foi gradativamente sendo substituída pela integração de sistemas baseados em PC, fornecendo melhores resoluções e qualidade de imagem, além de uma operação relativamente mais simples, permitindo que um operador com conhecimentos básicos de informática e com algumas horas de treinamento esteja apto a operar o sistema, uma vez que grande parte das funções que anteriormente eram responsabilidade do operador agora estão integradas e automatizadas nas funções básicas do sistema.
Atualmente os menus, comandos, funções são muito mais interativos e amigáveis ao operador. Mas aqui permanece a questão da tecnologia digital que processa as imagens e executa os comandos mas no final converte as informações em um sinal analógico para a visualização no monitor seja de imagens ao vivo ou gravadas.


Sistemas com Processamento Digital
Vejamos alguns diagramas com os sistemas descritos:

CFTV Baseado em PC com Placa de Captura


CFTV Baseado em DVR Stand Alone


CFTV Baseado em DVR em Rede

Através destes três diagramas percebemos a entrada de um novo item na estrutura, ou seja a integração com a rede local/internet permitindo assim o acesso remoto ao sistema de CFTV, permitindo visualização, reprodução, controle, análise e supervisão em níveis cada vez maiores e mais completos.

Apesar de todos os recursos e funções adicionados e integrados nos sistemas de CFTV analisados até aqui, notamos que a digitalização no sentido mais técnico foi feita de forma parcial, ou seja na realidade ainda foram utilizados componentes e principalmente a forma de sinal analógica que acarreta em limitações de resolução e capacidade, mas de qualquer forma, estes sistemas digitais são incomparavelmente superiores aos sistemas analógicos dadas as suas vantagens, recursos e capacidades.


CFTV
Ao mesmo tempo que os sistemas de DVRs e Placas de Captura, se desenvolvem e agregam cada vez mais recursos, uma topologia alternativa está ganhando muito espaço no mercado internacional, que é a topologia baseada em IP (Internet Protocol), na qual o processamento não é mais centralizado
em uma unidade ou PC, mas sim distribuído nas câmeras e no sistema, além de utilizar uma base de conexão direta a rede Ethernet ou IP.


Web Server para CFTV

Um sistema de CFTV utilizando Web Servers é um exemplo de um sistema parcialmente digital, formado por câmera(s), web server, switch ou hub e PC com software de gerenciamento. As câmeras analógicas são conectadas ao servidor de vídeo por cabeamento coaxial, sendo o sinal de vídeo digitalizado e compactado pelo web server que fica acessível através da rede e transporta as informações de vídeo o PC, onde é visualizado e armazenado em Hds. Caracterizando-se pelo uso de de dispositivos de rede ethernet convencionais, escalonável, gravação remota além das facilidades de expansão e gerenciamento.



Câmeras IP
O termo IP é de Internet Protocol, protocolo utilizado em redes computadores bem como na internet. As câmeras utilizam um endereço IP para serem localizadas na rede, exatamente como acontece com um computador ou outro dispositivo que utilizamos em redes corporativas ou residenciais. Desta forma fica muito claro uma grande vantagem desta tecnologia que é a possibilidade do uso de redes de dados existente para trafegar as imagens de CFTV, reduzindo em alguns casos praticamente a zero a necessidade de novas infra-estruturas, o custo e o tempo necessário para implantação.
Uma câmera IP combina uma câmera de CFTV com características de um web server, incluindo a digitalização, compactação de vídeo, assim como a conectividade de rede. A partir da rede o vídeo é transportado através de uma rede IP, através de switches e hubs, e gravado em um PC com o Software de Gerenciamento e Controle de Vídeo (NVR). Isto representa um sistema totalmente digital de CFTV em rede, e é também um sistema de vídeo plenamente baseado em rede, onde nenhum componente analógico está sendo utilizado. Um sistema de vídeo em rede utiliza o processamento nas câmeras IP como forma de reduzir a utilização da banda, permitir a utilização da infraestrutura de rede existente, ampliar as capacidades e conectividades do sistema de CFTV. Proporcionando ainda uma resolução superior (mega pixel), qualidade de imagem consistente, possibilidade de POE – Alimentação sobre Ethernet, utilização de dispositivos de rede Wireless (Wi-Fi), possibilidade de Pan/Tilt/Zoom Integrados, áudio, entradas e saídas digitais, acionamento de dispositivos, maior flexibilidade e capacidade.

As opções de modelos de câmera são as mais diversas, variando entre fixas e móveis, coloridas e Day Night, de resoluções padrão ou HDTV (alta definição). Algumas câmeras superam inclusive a resolução Full HD de um disco Blu-Ray, ou outras ainda possuem captação de imagens térmicas para monitoramento em condições totalmente críticas.
Uma câmera convencional digital tem uma resolução máxima de 640 x 480 com aproximadamente 300.000 Pixels ou 0,3 Megapixel, já uma câmera IP poderá ter resoluções de até 2592 x 1944 ou aproximadamente 5Mpixel. Com resoluções desta dimensão a capacidade de reconhecimento e verificação de detalhes em uma imagem fica muito facilitada, mas acima de tudo são possíveis novos recursos como movimentação no escopo da área de visualização, zoom em parte da imagem, etc.

Câmera
Uma câmera de vídeo, responsável pela captura da imagem, é constituída de uma lente, que funciona de forma análoga ao olho de um animal. Ela coleta a imagem refletida em um objeto por uma luz incidente, e a transfere a um dispositivo eletrônico que transforma este sinal luminoso em um sinal elétrico. O sinal elétrico no qual é transformada a imagem é naturalmente analógico, podendo ser digitalizado tanto externamente quanto internamente à câmera.

As câmeras de CFTV podem ser classificadas por diversas características, sendo as mais importantes:
- Tamanho:
Temos as câmeras, também muitas vezes denominadas de câmeras fixas de tamanho normal, e as micro-câmeras, cujo tamanho se aproxima do de uma caixa de fósforos.
- Movimento:
As câmeras e as micro-câmeras não dispõem de movimento, isto é, são reguladas para apresentar o tempo todo a imagem para a qual elas foram programadas na sua fixação física. Temos também as câmeras que se movimentam, também denominadas câmeras PTZ (pan-tilt-zoom) ou speed dome.
- Sensor de imagem:
Existem diversos sistemas disponíveis para serem utilizados como sensores de imagem nas câmeras de CFTV, porém hoje em dia quase todas as câmeras utilizam o CCD (charge coupled device). O CCD é um dispositivo de baixo consumo de energia que digitaliza a imagem no interior da câmera. As câmeras normalmente são classificadas pelo tamanho do CCD que utilizam, sendo os modelos mais comuns os de 1/3 e 1/4 de CCD, podendo ainda ser maiores ou menores. Quanto maior o CCD, maior a qualidade de imagem a câmera apresentará.
- Resolução:
A especificação de resolução é expressa pela quantidade de linhas do circuito de varredura horizontal a câmera possui. Quanto maior a quantidade de linhas melhor é a resolução. Nos modelos mais comuns a resolução varia entre 300 e 520 linhas.
- Sensibilidade:
A sensibilidade de uma câmera é expressa pela quantidade de iluminação mínima, expressa na unidade “Lux” que é necessária para a captura da imagem. Quanto menor for a quantidade de Lux que uma câmera exige, maior será a sua sensibilidade.
- Lente:
As micro-câmeras em geral são fornecidas com uma lente pré-determinada, em geral de 3,6mm. As câmeras e alguns tipos de micro-câmeras podem ter a lente especificada dentro de um range bem largo, de acordo com o objetivo que se deseja da imagem, isto é, uma imagem mais próxima para identificação facial, por exemplo, ou uma imagem panorâmica. As lentes variam entre 1,4mm para imagens mais panorâmicas e até acima de 100 mm para imagens bem próximas.

Existem outras especificações que podem ser consideradas na escolha de uma câmera, como por exemplo, as câmeras de auto-íris, cuja sensibilidade ä luz é automaticamente ajustada através de dispositivo foto sensor, e as câmeras que possuem um canhão de led’s que emitem luz infravermelha, que podem ser utilizadas em ambientes de baixíssima incidência de iluminação.

As câmeras normalmente utilizadas para atividades investigativas têm tamanho muito pequeno e apenas um pequeno orifício onde a imagem é capturada. Estas micro-câmeras denominadas pin-hole ficam normalmente escondidas, sendo pouco visível o orifício em frente a sua lente.

As câmeras PTZ (Pan-tilt-zoom) são normalmente utilizadas em ambientes externos para a monitoração principalmente das vias públicas. Através da utilização destas câmeras, um operador pode seguir em evento que se movimenta, através dos controles PTZ, que podem ser comandados por um teclado comum de computador, assim como também podem ser comandados por um comando do tipo joystick.

4. Network Video Recorder (NVR)
O NVR é um sistema que utiliza câmeras com saída digital (câmeras IP) ou câmeras com saída analógica convertidas para IP através de encoders, e servidores de rede, que utilizam um navegador e um software específico para efetuar as diversas funções equivalentes a de um DVR. A diferença fundamental do NVR e do DVR reside na inexistência da conversão analógico/digital e a respectiva compressão no NVR. Estas funções são realizadas externamente, antes da imagem chegar ao NVR.